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São Luís tem um grande potencial consumidor para shopping center

Com vasta experiência comercial como executivo do Grupo Claudino, Silvio Leite avalia o mercado consumidor da capital maranhense.

Matéria com o CEO Silvio Leite- Jornal Estado do Maranhão_Page_3

Com 43 anos de dedicação ao varejo, 17 como executivo do Grupo Claudino – um dos maiores varejistas do país -, Silvio Leite, de 58 anos, foi convidado, em 2012, para coordenar o projeto de expansão do mais tradicional shopping da cidade, o São Luís Shopping, no Jaracati. Inaugurado em 1999, o empreendimento possui mais de 150 operações em 180 espaços distribuídos em 34.740 metros de área bruta locável. Com a expansão, que foi iniciada em 2013, essa área irá praticamente dobrar e incorporar novas lojas e âncoras de consagradas marcas do país. Muito requisitado para proferir palestras sobre a sua vasta experiência profissional, Silvio Leite conversou com O Estado sobre o crescimento do comércio de São Luís nos últimos anos, a obra de expansão do São Luís Shopping e os novos empreendimentos comerciais que estão surgindo no Maranhão. Segundo ele, a cidade de São Luís está crescendo bem acima da média de outras capitais e tem grande potencialidade comercial. Sobre a grande disputa que existe no mercado nacional de shoppings para conquistar consumidores, Silvio Leite costuma dizer: “O maior comprador são os olhos, então, a vitrine é o maior vendedor. Hoje, o consumidor compra o que ele vê, com o que ele se encanta”. O Estado – O São Luís Shopping completa 15 anos, agora em 2014, como o senhor vê a trajetória do empreendimento? Silvio Leite – Um shopping é um empreendimento que é privado e público, porque é de toda a cidade e fará parte da vida dessa cidade durante anos e anos. É impossível dizer até quando. Então, podemos dizer que o São Luís Shopping vem cumprindo o seu papel. Fomos pioneiros no Maranhão e ao longo desse tempo acompanhamos o crescimento da cidade, bem acima da média de outras capitais. E agora, na hora certa, decidimos por uma expansão, com um mix de lojas muito atraente para atender muito bem os consumidores. O Estado – Como o senhor analisa o comércio em São Luís na última década? Silvio Leite – Quando inauguramos o São Luís Shopping, havia uma pujança muito grande do comércio de rua, que ainda continua, porém, vários fatores têm influenciado o crescimento dos shoppings, entre os quais a segurança, a facilidade de estacionamento, a comodidade de encontrar e comprar tudo num só lugar. Daí veio o crescimento dos shoppings no Brasil todo e a tendência, daqui para frente, é de que os empreendimentos se consolidem cada vez mais como um centro de compras e de lazer. O Estado – O senhor acha que o comércio varejista de rua vai sumir ou vai se adaptar para concorrer com os shoppings? Silvio Leite – O comércio de rua tem que ser criativo e inovar já que as classes sociais no Brasil inteiro mudaram. É certo que o comércio de rua ainda atrai pessoas de baixo poder aquisitivo, ou então, pessoas que tem a falsa impressão que o shopping é mais caro, mas, na verdade, tem os mesmos preços. Então, o comércio de rua para sobreviver vai ter que inovar. Aí que entram as associações e clubes de lojistas que devem se unir e criar alternativas de segurança, estacionamento, entre outras coisas. Duas coisas favorecem os shoppings hoje: uma delas é o deslocamento, principalmente em São Luís, onde as ruas do centro comercial tradicional são estreitas e as oportunidades de estacionamento são muito poucas. Então, é preciso que esse comércio inove e mude horários e crie ambientes que, pelo menos, passem a sensação de segurança e resolvam o gargalo maior, que é como os consumidores vão chegar lá. O Estado – Hoje, em São Luís, o comércio é fechado em feriados e domingos. Como o senhor analisa essa situação? Dá para mudar? Silvio Leite – É preciso que patrões e empregados sentem a uma mesa para discutir isso. Eu digo que o brasileiro tem que pensar na renda. Não tem uma linha na Constituição Brasileira que fale da renda do empregado. Fala sempre em menos trabalho, aposentadoria e outras coisas, mas não fala em renda. O que precisa é que eles cheguem a um consenso e vejam quanto custa para o comerciante pagar a um empregado para que ele trabalhe sábado à noite, ou em um turno de domingo durante a tarde e noite. Isso geraria mais emprego, mais renda. Não pode é fomentar o ócio. Em algumas cidades, as associações de empregados fomentam o ócio, porque você ficar em casa sem trabalhar e sem ganhar, qual a vantagem que tem? Eu vejo que algumas cidades são mais propícias a negociação. Precisa ver também outras situações, como o comércio que às vezes abre em dias que não tem rendimento nenhum, como a Quarta-feira de Cinzas, porque não trocar essas datas. É preciso que se transforme esse paradigma, mas sem sacrifícios, porque tenho absoluta certeza que vai ganhar todo mundo. Principalmente a população e o trabalhador. O Estado – São Luís comporta a instalação de novos shoppings ? Silvio Leite – A expansão de shoppings está ocorrendo no Brasil inteiro, inclusive no interior do Maranhão. É uma tendência. O shopping que está sendo instalado em São José de Ribamar, por exemplo, tenho certeza de que vai ser um sucesso por causa da dificuldade daquela população, que tem renda, de se deslocar até o Centro. Hoje o transporte público é precário, as vias de deslocamento são precárias e as pessoas se estressam, inclusive, no final de semana. As pessoas não podem passar duas horas dentro do carro para comprar alguma coisa, o que abre espaço para os shoppings de bairros, e isso é o que está acontecendo lá fora e não tenho dúvida de que São Luís comporta todos esses empreendimentos. O São Luís Shopping Center tem uma vantagem, que é ter em seu entorno uma classe de maior poder aquisitivo e também é o lugar onde é mais fácil chegar. O mix de loja difere muito pouco de um shopping para outro, as grandes marcas estão presentes nos grandes shoppings. Então, quem é que vai se diferenciar? É aquele que possibilita ao consumidor chegar mais rápido e tenha melhor atendimento. Aí vem a qualificação dos lojistas, e isso é que o São Luís Shopping tem feito, procurado qualificar os seus lojistas. As marcas são iguais, mas o São Luís Shopping tem um atendimento diferenciado. Nós já fizemos cinco grandes eventos de qualificação para o lojista e vamos ter um agora de vitrinismo. Fizemos um evento inédito há 15 dias quando reunimos empresários, que são geradores de emprego, para dar testemunhos aos lojistas da importância da seleção de formação de equipe. Por que muito empresário se preocupa com o ponto, com o arquiteto, com a máquina, com o estoque e esquece aquilo que vai ser o diferencial dele: selecionar e recrutar uma boa equipe? O Estado – Foi pensando nessa seleção que foi implantado um banco de empregos dentro do shopping? Silvio Leite – Na nossa vivência de mais de 20 anos de shopping, a gente acompanhou vários casos de lojistas que se preocuparam com tudo, menos com a equipe. Então, fizemos essa parceria com o Sine, por meio da Secretaria de Trabalho, exatamente para isso. O lojista não vai poder dizer que não teve tempo ou dificuldade. O funcionário vai ser selecionado, recrutado e o Sine vai qualificar esse pessoal, para que, quando abrirmos as portas, o consumidor seja bem recebido e tenha qualidade de serviço, não apenas qualidade no shopping. Esse é um outro diferencial nosso: a gente se preocupa com tudo. Nós temos um projeto de expansão muito arrojado, moderno, com tecnologias, preservando o meio ambiente, com aproveitamento da luz solar, mas também temos lojistas de muita qualidade e atendimento especial. O Estado – E o que tem de novo, em termos de lojas? Silvio Leite – Nós vamos ter as grandes âncoras nacionais. Isso a gente reconhece que era a grande deficiência do São Luís Shopping. Todas as grandes lojas do varejo vão estar na expansão, como Riachuelo, C&A, Renner, Le Biscuit, entre outras. Estamos tentando também ter um diferencial grande na praça de alimentação, que ainda não tem na cidade de São Luís, além de uma grande rede de varejo. O Estado – Essa política de promoções é importante para atrair consumidores? Silvio Leite – Nós temos um marketing muito eficiente e próximo do lojista, por isso, vamos continuar com as promoções e com os eventos que atraem público. Você tem que transformar o shopping numa cidade, e uma cidade tem eventos. Por essa razão, vamos comemorar as datas festivas, muitas das quais foram criadas em função do comércio. Antigamente, a gente só tinha o Dia das Mães e o Natal. Hoje o comércio tem Dia dos Namorados, Dia dos Pais, Dia das Crianças, Dia do Amigo, muito em função da necessidade dos shoppings de dinamizar e trazer o consumidor para dentro. O Estado – Qual vai ser a área total depois da expansão do São Luís Shopping? Silvio Leite – Nós vamos para mais de 50 mil metros de área bruta locável. Basicamente, estamos dobrando o tamanho. Só em âncoras são quase 8 mil metros quadrados. Seremos um empreendimento considerado de médio para grande porte e, tenho certeza que essa expansão nos deixará tranquilo para os próximos 10 anos. E a próxima meta, que já está em projeto, é a construção do deck com um estacionamento coberto, para que o consumidor tenha mais conforto e consiga estacionar seu carro mais próximo. O Estado – Qual a fase atual das obras? Silvio Leite – Estamos desde o início de janeiro entregando as lojas e agora começa uma fase importante que é a adequação das lojas. Por isso, fizemos até um seminário e chamamos a atenção para essa etapa. É uma cobrança diária, por que a data de inauguração, em 15 de abril, a gente não muda e não gostaríamos de inaugurar apenas a expansão, pois o lojista vai ganhar muito se ele inaugurar junto. Então, diariamente, temos várias pessoas envolvidas para manter o cronograma em dias. Abril já está próximo, pode-se dizer que é amanhã para o shopping. Fonte: Adriano Martins Costa – JORNAL O ESTADO MARANHÃO]]>

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