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Eles querem diversão e arte

Segundo o presidente da rede de cinemas Cinépolis, Eduardo Acuña, em entrevista exclusiva ao Portal do Shopping, esse crescimento se explica pelo próprio cenário econômico que vem se formatando no País. `A classe C vem crescendo e começa a consumir lazer. Em um primeiro momento, eles compraram geladeira, TV, casa… agora começam a investir em entretenimento`, diz ele. Eduardo Acuña, presidente da Cinépolis. Crescimento vertiginoso em apenas um ano e meio de Brasil Marco Antonio Lima, sócio da Cidade Animasom, testemunha o crescimento do setor de lazer em seu negócio e também atribui o fato ao aumento do poder aquisitivo. Mas, neste caso, das classes A e B. `Elas têm tido mais dinheiro para investir em lazer`, afirma. Prova real do crescimento médio de 20% registrado pela empresa neste ano, até então, é a aposta em uma frente de atuação nova, mas ainda no segmento de lazer: espaço para festas. Hoje, a Animasom está presente nos shoppings Leblon e Rio Sul, ambos no Rio de Janeiro, como um espaço de conveniência, onde os pais podem deixar os filhos enquanto fazem compra. A empresa começou como promotora de festas e há dois anos inaugurou o primeiro espaço em shopping, mas muito antes já atuava no mercado de lazer e entretenimento como promotora de festas. Marco Antonio Lima e Danielle Mendes, sócios da Cidade Animasom Para 2012, as expectativas do sócio da Animasom continuam otimistas, mesmo diante de uma possível crise que ─ para ele ─ `até pode ter um reflexo nos negócios lá na frente, mas por enquanto, não sinto reflexo algum`. Tanto que para o ano que vem, já está prevista a inauguração do espaço exclusivo para realização de festas no Shopping da Gávea. `No Leblon a gente faz festa, mas o espaço não é exclusivo para isso`, explica Lima. A rede Cinépolis ─ familiar e de capital fechado que está no País há um ano e meio ─ também aposta no crescimento do setor, em especial de cinemas, já que, de acordo com Acuña, a presença de salas por pessoa ainda é muito baixa em comparação a outros países – são 74,3 mil pessoas por sala, enquanto nos Estados Unidos, por exemplo, são 7,9 mil pessoas por sala. O número de ingressos vendidos por pessoa também mostra o potencial do mercado brasileiro: 0,7 no Brasil contra 4 nos Estados Unidos. Na Islândia, que tem o maior número de salas de cinema, são 6,6 mil pessoas por sala e uma taxa de 4,9 ingressos por pessoa. `O cinema é a opção mais barata de lazer fora de casa`, diz Acuña que, sob essa perspectiva e diante desses números, comemora o desempenho do setor e da rede no País. Em 2010, houve um crescimento de 19,6% em número de espectadores, com 135 milhões de ingressos vendidos. Por isso, os planos para os próximos anos são ambiciosos. A meta é chegar a 100 novas salas em 2013, passando das atuais 107 salas no Brasil (a meta era 85!) para 260 em 2013, e 535 até 2015, além de aumentar o parque de salas VIPs, passando a ser, já em 2012, o maior operador deste modelo no País. Só neste ano, já foram inaugurados quatro complexos, sendo em São Paulo/SP, Blumenau/SC, Caxias do Sul/RS e Campo Grande/MT, totalizando 29 novas salas no ano, sendo 120 ao todo no País, contando as 56 salas da Box Cinemas, adquiridas em setembro. Para 2012, já estão confirmados 12 complexos, com um total de 93 salas, além de outras 42 salas para 2013. Tudo com recurso próprio, como Acuña faz questão de destacar. Os planos da rede Cinemark também demonstram o otimismo do setor. Em 2011, foram inaugurados quatro complexos. Em 2012 serão mais oito e em 2013 mais sete, além do projeto de revitalização de cinco complexos. Todos em shoppings, como destaca Marcelo Bertini, presidente da Cinemark. `No Brasil temos um vínculo muito forte com a indústria de shopping center. Então, a gente fica feliz quando a indústria cresce. Principalmente com a ida dos shoppings a cidades do interior, pois a gente volta a oferecer oportunidade da nossa indústria também crescer nessas regiões`, explica ele ressaltando apenas um certo cuidado quanto à existência e mercado para mais de um empreendimento em cidades pequenas que antes não tinham nenhum. Com o plano de expansão, a rede salta de 57 (459 salas) para 72 complexos nos próximos dois anos. `Nossa indústria se comporta um pouco diferente do varejo tradicional diante de uma possível crise. A gente demora um pouco mais para senti-la e, dependendo do perfil, a gente sai dela um pouco mais rapidamente`, afirma Bertini. Isso porque, explica ele, existe uma certa substituição. `Uma parte das pessoas deixa de ir ao cinema porque a situação financeira está melhorando e, portanto, passa a ir mais a restaurantes ou a viajar aos finais de semana, por exemplo. Por outro lado, quando a pessoa tem que rever seu orçamento, ela começa a diminuir essas atividades mais pontuais e volta ao tradicional, que é ir ao cinema. Então, se uma base dos nossos clientes deixa de ir ao cinema, tem outra base que readequa seu perfil de consumo`. Mas de qualquer forma, o presidente se mostra atento, até porque, `se em 2009 havia uma base de 90 milhões de clientes e hoje em dia tem 135 milhões, é muito em função da classe C que ascendeu economicamente nos últimos anos e a gente teme que uma crise um pouco mais aprofundada venha a diminuir a frequência desse público ao cinema`, afirma. Marcelo Bertini, presidente da rede Cinemark. Em 24 meses, serão 15 novos complexos. A rede deve fechar 2011 com um crescimento de 1% a 2% em público, mas ainda não tem o dado fechado em relação à receita, uma vez que dezembro é um mês significativo. Ainda assim, o resultado é visto como positivo por Bertini. `A gente criou uma expectativa muito grande em relação a 2011 em função de 2010, quando tivemos dois recordes, tanto de público quanto de receita, desde 1997 – Avatar e Tropa de Elite. Por outro lado, os filmes médios trabalharam melhor`, diz ele. Crescer em outras frentes Além do crescimento previsto em número de salas e ingressos vendidos, o plano de expansão da rede Cinépolis prevê aumento do faturamento puxado pela venda das bombonieres instaladas em seus complexos. Para isso, eles apostam em um menu amplo e variado de produtos que oferece, além das tradicionais pipocas e refrigerantes, novidades como pipocas doce e light, nachos e hot-dogs. A rede também é pioneira na atuação de alimentos gourmet e traz para o Brasil sua marca Coffee Tree, espaço no lounge do cinema, que oferece crepes, batatas fritas, smoothies, frappés, Cafés variados, entre outras delícias. Em 2012, a rede Cinépolis lança no mercado os conceitos Macro XE e 4DX. O primeiro contempla tela gigante com 200 m², do teto ao piso e de parede a parede. Já o segundo se refere às salas digitais em formato stadium, com instalações para gerar 20 efeitos e sensações durante os filmes, como vibração, queda e balanço, efeitos de ar, vento e aromas para diferentes pontos do corpo do telespectador. A Cinemark, por sua vez, continuará perseguindo a excelência na exibição de filmes, mas atuando em outras frentes, a exemplo da criação da agência de propaganda Flix, focada na realização de anúncios e comercialização de espaço publicitário na telonas, que está há três meses em operação. Por outro lado, como explica Bertini, vai continuar tentando `tornar o negócio de alimentos e bebidas mais eficiente, demonstrar para o mercado que a nossa mídia é cada vez mais poderosa, principalmente, agora, com os projetos digitais que dão muito mais flexibilidade aos clientes e tentar endereçar a questão do conteúdo alternativo, sempre com propriedade para que ele seja bem localizado e bem programado, de forma a não conflitar com os conteúdos regulares`. A rede também investe na exibição dos chamados conteúdos alternativos, que representa cerca de 0,5% da receita. A dificuldade em desenvolver esse mercado era dar foco à obtenção de novos conteúdos, mas para 2012, o cenário começa a mudar. `A gente fechou parceria com a Royal Opera House, de Londres, para transmitir toda a temporada outono/inverno de música clássica e balé, com programação constante de fevereiro a junho`, adianta o executivo. Paralelamente, a busca pelos conteúdos esportivos, em especial pela transmissão dos jogos da Copa, continua. `A indústria passa por um momento de grande transformação com a chegada da tecnologia digital e isso incorpora novas possibilidades. Precisamos entender que possibilidades são essas, mas sempre dentro do mesmo modelo de negócio que a temos hoje`, conclui Bertini. A rede Cinépolis é outra empresa que está na busca pela Copa. Ela se destacou no mercado mundial de transmissão de conteúdos alternativos ao vivo em cinemas em 2010, quando a FIFA a reconheceu como único exibidor ao vivo e em 3D de jogos da Copa de Mundo daquele ano. Nos planos da empresa, todos os cinemas Cinépolis no Brasil terão tecnologia para realizar este tipo de transmissão. A Animassom, além do novo espaço, continuará incrementando as programações nas lojas e reinvestindo no mínimo 10% da receita no negócio, com o objetivo de garantir sempre a novidade e a criatividade. `Esse é um valor já planejado e provisionado. Se não, não conseguimos oferecer serviços novos e que valham à pena, para manter os clientes. Esse reinvestimento é vital`, diz Lima. Afinal, não também não basta mais diversão e arte. Eles querem diversão e arte, com qualidade, criatividade, excelência…]]>

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